14 de julho de 2017

Teclado no Lubuntu

Ao instalar o Lubuntu em um notebook, percebi que cada vez que reiniciava o sistema, o teclado desconfigurava e voltava ao padrão internacional.

Para manter o teclado em português ABNT2 (com cedilha), sigamos os passos:

Acesse o menu INICIAR/ Aplicativos Padrões no LXSession:


Janela "Aplicativos Padrão"



Vamos clicar em Início Automático, onde se  configura o que inicia  junto do sistema:

Janela "Início Automático"


Preste atenção no "Adicionar".

Naquele campo adicionaremos o comando

   setxkbmap -model abnt2 -layout br 

Assim, o teclado será configurado para ABNT2 automaticamente ao iniciarmos o Lubuntu.





20 de maio de 2017

Instalar Windows 7 no notebook do governo de Pernambuco

O governo do estado de Pernambuco doou para estudantes do ensino médio, alguns anos atrás, um notebook com Windows 7 pré-instalado.

Tablet-PC doado pelo estado de Pernambuco, para os estudantes da rede estadual do ensino médio.
Tablet-PC doado pelo estado de Pernambuco, para os estudantes da rede estadual do ensino médio.

Pois ao reinstalar o Windows é que surge um problema: o note tem USB 3.0, não reconhecido pelo Windows 7. Ao instalar de um pen-drive (o note não tem drive de CD/DVD), a rotina pára após a seleção do idioma.

Aqui temos uma maneira de adicionar drivers de USB3 ao arquivo de instalação do Windows 7:

Neste tutorial vamos instalar o Windows 7 x86 (32 bits).

1 - Precisamos de um arquivo ISO do DVD Windows 7. Para criar um ISO, sugiro o  IMGBurn, gratuito e de qualidade;

2 - Baixe o ZOTAC WinUSB Maker, plugue um pen-drive no computador, rode o ZOTAC e inicie o processo de criação de um pen-drive bootável. Mantenha-o conectado;

3 - Baixe o Windows 7 USB 3.0 Criador Utilitário;

4 - Após o pen-drive bootável estar pronto pelo ZOTAC, basta rodar o programinha da Microsoft, que ele vai adicionar os drivers à instalação no pen-drive; Pode demorar um bocado. Tenha paciência.

Prontinho!

Ao ligar o notebook, pressione F11, para selecionar o boot;

Os drivers estão no site oficial do notebook, aqui.

Lembre-se de instalar o Service Pack 1!!

Tem uma outra maneira, mais complexa, aqui.






15 de março de 2017

Land of Enki 2

Neste joguinho de plataforma no Newgrounds,  tem um baú que julguei impossível durante algum tempo...até que, sem querer, PULEI e ENTREI no bendito buraco.

Está na fase 4-3.

É só abrir o chão com bombas e pular normalmente sobre o buraco até cair direto sobre o baú.




Fase 4-3

12 de abril de 2016

Tá tudo dominado

Contarei aqui algumas bobagens esquerdistas que ouvi na faculdade. Como não pensei antes nisso? Tipo um diário de asneiras e sandices, principalmente de professores, de quem se espera muita erudição e esclarecimento, mas que se revelam leitores de sites patrocinados pelo governo, ou de colunistas que acham Fidel Castro o defensor dos pobres.

Deixa eu lembrar de uma que foi responsável pela minha mudança de opinião, pois foi a partir dela que comecei a pesquisar outras opções além do socialismo. (sim, já fui petista kkk):

A professora Fulana liga o projetor de slides e mostra as imagens de Adam Smith e John Locke, e inicia a ladainha:

-- “Para combater o liberalismo defendido por estes dois, precisamos de mais esforço na concretização de um estado de Bem-Estar Social, precisamos proteger as conquistas obtidas até agora e lutar por mais direitos, por exemplo, o neoliberalismo está minando o governo Dilma etc.”

E passou a defender o governo da Dilma.

Isso se repetia em todas as aulas, sempre defendendo a Gilma e criticando os tais de Smith e Locke.

Tive até um colega que desistiu da cadeira por não aguentar mais a pregação.

Até que um aluno argumentou que se o governo da petista não funcionava por causa do “neoliberalismo”, bastava que ela renunciasse e outra pessoa, mais adequada, a substituísse.

A professora respondeu prontamente: “Não faz  diferença quem está no poder, as decisões seriam as mesmas se fosse outra pessoa na Presidência.”

Foi a partir dessa aula que comecei a me tornar mais crítico, pois ela sempre defendia o PT no poder, ao mesmo tempo que afirmava que “tudo é neoliberal” hoje. E nunca explicava visões diferentes da esquerda.

Fui pesquisar quem eram os tais Smith e Locke, fiquei surpreso, muito surpreso, com a teoria do liberalismo clássico, porquê nenhum professor ensina esses teóricos, porquê só se fala em uma única opção?!

Smith

9 de abril de 2016

Fumo? Vortemo!

Já que o velho Windows Live Writer não funciona mais no Blogger, usemos o Open Live Writer! Feito do mesmo source code, desenvolvido pela comunidade.

10 de janeiro de 2016

As armadilhas da semântica

Olha esse artigo antigaço do Roberto Campos (Bob Fields):

As armadilhas da semântica (27/02/2000)

George Orwell, o escritor inglês que nos deu algumas das obras que melhor iluminaram o ambiente dos difíceis anos que duraram da Depressão à queda do Muro de Berlim, entre elas as duas terríveis sátiras 1984 e Animal Farm, foi antes de mais nada um homem de excepcional integridade. Firme nas suas convicções de esquerda, foi voluntário contra os franquistas, na Guerra Civil espanhola. Ferido em combate (numa campanha admiravelmente contada em Homenagem à Catalunha), enfrentou com coragem os comunistas, quando estes, na tentativa de assumirem o controle do movimento, traíram seus outros camaradas de esquerda. Foi depois objeto de um patrulhamento feroz que tentou transformá-lo numa "não-pessoa".

Morreu em 1950 aos 47 anos. Águas políticas passadas, talvez. A União Soviética, a ex-formidável pátria do socialismo, não existe mais, esfarelada em repúblicas conflituosas. Para felicidade do gênero humano, não se realizaram as sombrias previsões orwellianas de 1984 - uma sociedade hipertotalitária, metida em guerras intermináveis, impondo ao povo um brutal controle do pensamento e da expressão -, o novopensar (newthink) e a duplafala (doublespeak).

A televisão não se tornou um instrumento de massificação ideológica em favor do Big Brother, sendo ao contrário um instrumento de denúncia, que dificulta o ocultamento de selvagerias ditatoriais. As previsões de Orwell não se realizaram ao pé da letra. Mas os verdadeiros escritores têm o dom de entrever formas da realidade que escapam facilmente aos olhos da multidão. Porque alguma coisa do novopensar e do duplofalar se encontra em nosso quotidiano. Raramente as mensagens que a humanidade troca entre si são meramente descritivas. Em geral, atingem-nos mais pelas associações de idéias e sentidos. Não haveria poesia, nem literatura, nem mesmo prece, sem adjetivos, metáforas e toda a ilimitada teia de ligações que vão se estabelecendo entre as palavras, ao longo do tempo.

Mas o que faz prece ou poesia pode fazer também intriga e malefício. Questão de intenção e de dose. Parece que mesmo línguas robustas, como o inglês, vêm perdendo a velha simplicidade por conta da duplafala. Nos Estados Unidos, parece praga. Não há muito, uma companhia que estava mandando embora 500 empregados esclareceu: "Não caracterizamos isto como dispensa de pessoal; estamos gerenciando nossos recursos administrativos". Há consultores que trabalham especialmente no ramo de mandar gente embora, e apresentam seus serviços como "consultoria para terminação e colocação externa", ou "engenharia de reemprego". No Canadá, um acidente de helicóptero foi higienizado como "desvio de um vôo normal". E os advogados do famoso jogador de futebol americano, O. J. Simpson, o tal que teria matado a mulher (em quem dava surras) e o amante dela, pintaram essa relação como mera "discórdia marital". E consta que na Universidade da Califórnia, em Berkeley, a turma de educação física passou a chamar-se de "departamento de biodinâmica humana".

Exemplos inesgotáveis, alguns engraçados, outros ridículos. Mas embaçam a percepção da realidade, embora hoje não tão sinistros como no auge dos totalitarismos.Uma ilustração recente tem pegado por aí muita gente distraída. Temos ouvido muito a expressão "excluídos", para designar grupos de pessoas de baixa renda, ou supostamente marginalizadas. Há palavras apropriadas para as situações concretas: "pobre", "analfabeto", "doente", "desempregado", "drogado", por exemplo, designam situações em que determinadas pessoas objetivamente se encontram num dado momento. No resto da sociedade, espíritos decentes certamente sentirão um dever de solidariedade, e sem dúvida pensarão no que possa ser feito para mudar esse estado de coisas.

A exclusão, no entanto, supre uma ação deliberada contra o excluído, no caso, essa gente pobre, desempregada etc. Portanto, subentende que alguém impeça à força que ela tenha acesso a bens que todos desejam. O "excludente" passa a ser indiciado como "culpado" por essa situação penosa. Essa generalização é safada, porque sub-repticiamente legitima todas as demandas de supostos "excluídos", às custas dos demais. Houve políticas deliberadas (e criminosas) de exclusão, como a nazista, contra os não-arianos, e a comunista, contra os não-proletários. Mas há formas de "exclusão" legítimas, e até indispensáveis à existência do indivíduo e da espécie. Os países costumam fechar suas fronteiras para não serem atropelados por massas de imigrantes deslocados de outras paragens.

O abuso da palavra "excluído" é particularmente freqüente nas conferências internacionais. Muitos países se queixam de "excluídos" pela globalização, pela revolução tecnológica ou pelo liberal-capitalismo. Ao mesmo tempo praticam um nacionalismo excludente, que hostiliza capitais estrangeiros, supridores de poupança e tecnologia. Ou se impõem auto-mutilação tecnológica como o Brasil, com sua política de nacionalismo informático. Para não falar de países recipientes de ajuda externa, que gastam dinheiro em armamentos ou guerras tribais. Essa confusão semântica atrapalha a compreensão do desenvolvimento econômico. Antes do processo de acumulação que é a civilização, os bandos dos nossos primitivos tataravós viviam em "equilíbrio" com a natureza - quer dizer, em média, pouco mais de 10 anos, chegando a em torno de 20 ao tempo de Roma, e só alcançando 40 nas sociedades industrializadas, no final do século passado. Fome, frio, doença, eram a regra geral. E permanente guerra de pilhagem entre tribos e clãs. A escassez universal era a regra que gerava a violência. A aquisição da racionalidade tem sido um longo esforço humano de "inclusão" ao longo de milênios. A globalização é um fenômeno de "inclusão" e não o contrário. Pelo menos usar as palavras sem deformar a mensagem está nas nossas mãos. E é parte da solução.

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